FAMÍLIA, FONTE DE AMOR

sexta-feira, 4 Setembro, 2015

Albigenor & Rose Militão*

As duas únicas instituições mais antigas são exatamente as que Deus originalmente criou: a FAMÍLIA e a IGREJA. E uma das ações comuns a esses dois ambientes é o cultivo do amor. Um dia desses, num de seus shows, Roberto Carlos, afirmou: “para mim, as duas verdades absolutas são o amor e Jesus”. Jesus verdadeiramente viveu o amor. Aliás, Ele foi o próprio amor – ou é o próprio amor.

Há quem sinta uma grande paixão e confunda com amor. Amor e paixão são completamente diferentes. Paixão é momento. É uma reação química com direito a adrenalina. O amor é para sempre...

Amor é a palavra mais importante em qualquer idioma. Milhares de livros, músicas, revistas e filmes existem pela inspiração dessa palavra. Sentir-se amado é uma das necessidades mais fortes do ser humano. Por amor, subimos montanhas, atravessamos mares, cruzamos desertos e enfrentamos todo tipo de adversidade. O apóstolo Paulo exaltou o amor, ao afirmar que qualquer ato humano não motivado por esse sentimento é, em si, vazio e sem significado (I Coríntios – Capítulo 13).

Às vezes, as formas de verbalizar ou sentir o amor são meio confusas. Nós dizemos: “eu amo cachorro quente!” E, noutra hora, dizemos: “eu amo a minha mulher!” “Eu amo o meu marido!” Também usamos de forma estranha para descrever atividades que apreciamos: nadar, pescar, viajar, namorar...  Amamos objetos, amamos animais, amamos a natureza e amamos pessoas. E, como se isso tudo não fosse suficientemente confuso, também usamos a palavra amor para explicar determinados comportamentos: “Ah! Eu agi dessa forma porque eu amo você!”

Há também as pessoas que amam, mas não dizem e nem demonstram. A rotina, o ativismo, a distância, a cultura podem abafar o hábito de demonstrar que se ama alguém. O simples verbalizar ou o gesto de afeto para com a nossa pessoa amada já é um gratificante alimento para a alma e para o coração.

Nós acreditamos, sentimos e vivemos de forma apaixonada – amamo-nos, amamos os nossos filhos, genro, nora, nossa netinha, temos amigos que amamos profundamente, amamos o nosso Deus e temos o privilégio de amar o que o trabalho que realizamos.

Não espere, portanto, ter tempo ou tentar aprender a dizer que ama. Amar se aprende amando. Então... cometa amor!

(*)CONFERENCISTAS, ESCRITORES, ESPECIALISTAS EM COACHING SISTÊMICO E JOGOS EMPRESARIAIS E TERAPIA FAMILIAR. DIRETORES DO CESP CENTRO SISTÊMICO DE PSICOLOGIA (FORTALEZA-CE). AUTORES DE VÁRIOS LIVROS, DENTRE OS QUAIS “ALGUÉM JÁ DISSE QUE TE AMA, HOJE?” E “TOQUE DE AFETO NA FAMÍLIA”.